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História do vinho
Com o calor a radiar das pedras sob as suas patas brancas e peludas, a lebre dava longos e graciosos saltos em direcção a uma lata reluzente, abandonada ao lado de uma centenária oliveira. Olhando para a direita e depois para a esquerda, a lebre sorriu antes de colocar o nariz sob uma uva madura, equilibrando-a precariamente e, rapidamente a lançando sobre um aglomerado de folhas de videira.

Uma libélula pairava sobre as folhas por breves segundos, antes de ir pousar numa folha vermelha brilhante, descansando as suas asas ligeiramente para baixo e para a frente de seu corpo, como em equilíbrio num simples pedaço de cordel

Inclinada para a direita e com os olhos arregalados, a libélula zuniria as suas asas em movimentos rápidos antes de voltar como que a um estado zen, o seu corpo azul brilhante reflectindo a luz do sol.

Os ventos excepcionalmente quentes vindo do oeste, enviavam uma corrente de borboletas voando pelos patamares como num sonho, parecendo pequenos pedaços de papel de seda colorida levados por uma rajada de vento. Uma ou outra, as borboletas pousavam nas flores amarelas das pequenas plantas que crescem escondidas entre as videiras.

A lebre correu em direcção a uma roda enferrujada que estava caída sob uma oliveira. Tomando muito cuidado para evitar a atenção de um falcão solitário distante, ela sentou-se momentaneamente a lamber uma das patas da frente. Mais abaixo, uma pedra de xisto quente deu à lebre o conforto para o frio da manhã, com os seus pés acolchoados descansando na superfície da pedra amarelecida pelo sol. Depois de uns momentos para praticar o seu ritual matinal, finalmente foi até uma grossa raiz onde se sentou para desfrutar o nascer do sol.

O dia estava absolutamente belo e claro, com um orvalho de luz que cobria o vale refletindo cores vibrantes em todas as direções. O brilhante orvalho agia como uma esponja que absorvia todas as partículas que podiam obscurecer a visão da lebre. Sentindo o calor do sol aquecer lentamente a sua pele e a iluminar o vale coberto de velhas oliveiras, a lebre sentou-se em perfeito contentamento. Depois de contorcer o nariz algumas vezes, a lebre permaneceu silenciosa como uma estátua, apenas com o som do farfalhar das folhas atrás dela.

Um lagarto verde vibrante, correndo, passou pela lebre e entrou dentro do tronco oco de uma das seculares oliveiras. O delicioso aroma de outono envolveu os sentidos da lebre, motivando-lhe uma inalação longa e profunda, enquanto esfregava as patas da frente, uma na outra. O dia mal tinha começado e ela estava pronta para recebê-lo.


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